sábado, 24 de outubro de 2009


Dia dos namorados Vintage Glasses
Redação: Rebeca Rocha
Dir. de Arte: Alex Spirro

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Tudo é relativo.

Tudo é relativo nessa vida. Nosso ponto de vista depende das experiências que já tivemos. Felicidade é relativo. Amor é relativo. Ser otimista é relativo. Porque a gente não faz nada sozinho, tudo é em relação a outro alguém ou alguma coisa. Ação e reação. Relatividade. Relações. Tudo gira em torno dessa variável, só depende de que maneira você queira ver. Uma pessoa é feliz baseada em seu modo de vida e nas escolhas que toma para ela. Alguém ama por querer bem, por gostar da companhia, por querer pra toda vida ou apenas por carência, depende. Eu sei que ontem foi bom, hoje está sendo ótimo e amanhã... depende, é relativo.
É como um ciclo em que somos apenas coadjuvantes do tempo e suas nuances, reservas, acasos. Ou destinos. Depende da relação que você tem com o mundo e suas atitudes, sabe? Talvez você saiba, talvez não entenda. Ou talvez, ainda, compreenda tão bem que se sentiu meio atordoado agora. Não é dúvida, indecisão. São escolhas, que dependem desse conjunto de coisas que só o tempo consegue dizer e guarda pra si até o momento em que o acaso ou o destino surge como o protagonista, soprando em nossos ouvidos, como uma brisa, o rumo para trilhar, o sentimento a aflorar e a certeza do que seguir.

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

A hora da estrela.

Ela está pronta pra mudar a sua vida pra sempre.
Já imagina como tudo vai ser tão diferente, e aquele lugar lá na frente vai ser seu.
Mais um minuto, e tudo que sonhou vai ser verdade; não há no mundo quem não entenda a sua felicidade, que possa dizer com certeza que o lugar é seu, que é de quem nasceu pra brilhar.
A hora da estrela vai chegar, agora ninguém vai duvidar.
Não hoje, não mais, nem nunca, jamais... (Pato Fu)

Um passo. Um horizonte e a esperança. Talvez a certeza de que o futuro seja da cor da alegria. E assim ela vai levando, torcendo e cantando por dias de sol e brisa.

sexta-feira, 24 de julho de 2009

Seu nome.

Seu nome tem um quê de mistério, um quê de contente. Um tipo de química efervescente que acontece toda vez que meus olhos reagem ao vê-lo escrito em algum lugar.
De repente anseio que ele me diga mais do que apenas um conjunto de letras. Desejo que ele me fale sobre você. O que pensa, sente, faz. Desejo que, como só o inexplicável sabe, os simples contornos das letras me transportem pra longe daqui. Pra perto de ti.

terça-feira, 21 de julho de 2009

Qualidade de quê?


Hoje, vindo pro trabalho, presenciei um fato no mínimo curioso. Estávamos em um dos terminais de integração da cidade que mais tem fluxo de pessoas, e o horário era pico para aqueles que têm como destino seu local de trabalho – ou seja, têm horários apertados e dependem totalmente do meio de transporte para chegarem ao expediente. Quando chega o ônibus da linha (especialmente demorada) que vamos subir, já todos devidamente acomodados e aguardando a partida, este desliga o motor. Tudo bem, é a normalíssima troca de motorista ou cobrador. Um tempo depois, ao tentar ligar o veículo, surpresa: não funcionou. O ônibus começou a apitar, como em uma pane, e o motorista começou a ficar nervoso. O cobrador pede para que todos saiam do carro, pois irão precisar “dar um tombo”. Indignados, os passageiros descem e, pasmem: cinco dos passageiros posicionam-se na traseira do ônibus, e um na porta dos fundos, e começam a EMPURRÁ-LO. O ônibus finalmente engrena, e todos sobem de volta. Seria “menos ruim” se tivesse sido apenas esse incidente, mas não foi. Devido ao atraso do imprevisto, penso eu, o motorista achou por bem mudar a rota. Deixou de passar por alguns trechos e cortou caminho. Vários passageiros desceriam em algum momento dos trechos descartados pelo condutor, e isso gerou um pandemônio dentro do transporte. A indignação explodiu, o descontentamento desenfreou e as palavras foram jogadas. Em meio a tumulto, murros na porta e xingamentos, o motorista não viu outra alternativa senão parar na primeira oportunidade para os revoltosos descerem. Feito isso, continuou seu percurso não-original, vermelho e bufando.

Passageiro é pagante e não faz favor algum. Pelo contrário, está no direito de cobrar por um serviço que, no mínimo, lhe deveria ser prestado de forma eficiente, e não vergonhosa. E não falo apenas pelo fato do ônibus que eu peguei hoje ter precisado de “um tombo” pra pegar, mas também por outros que não têm bancos, ou que os tem rasgados, que o sinal para parada não funciona e tantos outros problemas de um veículo sucateado. Infelizmente, essa é a situação de uma cidade que é tida como capital da “qualidade de vida”, mas que também é dona de um dos piores sistemas de transporte público do país. E se esse é apenas “um dos”, eu não consigo nem imaginar a situação do que é “o pior”.

quarta-feira, 24 de junho de 2009

Do fuso-horário-biológico às avessas

Então,
Nessa minha longa noite de feriado, superei as festas juninas que tão acontecendo na capital (porque o bom mesmo está no interior, e infelizmente só pude ir na sexta... Muito bem aproveitada, por sinal!) e resolvi ler uns blogs que sigo, coisa que há muito não fazia.


Uma postagem me fez parar e refletir sobre a minha desimportância com datas e se isso pode me prejudicar de alguma forma (ou não). Dizia assim: “aniversário do blog e etc”. E foi um estalo para eu de repente perceber que não faço nem ideia de quando comecei a escrever aqui, nem de quando foi a última vez que o fiz. Simplesmente faço login e escrevo, não me apego à data do último texto, mesmo porque nem sempre posto no mesmo dia que escrevo...


Até aí, acho que nenhum prejuízo. Chato mesmo é não lembrar o aniversário de pessoas próximas, da data limite para entregar trabalhos e efetuar pagamentos, do dia que é feriado (ou porque é feriado...). Isso tudo acarreta constrangimento, juros, falta de nota, confusão, e aqui o déficit preocupa. Dia desses não fui pra aula simplesmente porque achei que era quarta-feira. Era quinta. Noutro, quase não fui pro trabalho achando que era feriado. O feriado seria só no dia seguinte. No caso, hoje - que eu já tava achando que era domingo. Enfim, desorientações à parte, datas nunca foram meu forte e creio que nunca vão ser... Meu relógio biológico é desprogramado e quando sintoniza é no fuso-horário japonês, fazer o que, né? :)

segunda-feira, 25 de maio de 2009

Últimas ações antes do amanhã


Segunda-feira, 1:00 a.m. Um silêncio apaziguante e a lua alta no céu. Percebo que a melhor coisa a fazer é me desligar de todo o resto: me concentro no som da rua sonolenta e suplicante por mais estrelas. Da minha janela, ao longe, vejo que tem mais alguém acordado na madrugada. Toma um último gole de alguma coisa e recolhe-se - tudo fica escuro na outra varanda. É difícil render-se ao sono com os pensamentos rachando a cabeça; então deito e miro o teto. Simultaneamente, uns acontecimentos mais recentes flutuam em retrospecção. Um sorriso largo se espalha num único cômodo iluminado. Os olhos começam a se perder e deixam-se domar pelo sono que chega devagarinho, pisando manso. E toma conta. E o único cômodo antes com luz junta-se aos outros na noite. O sorriso ainda está lá. Durmo com ele ainda brincando nos lábios.

sexta-feira, 8 de maio de 2009

Jaguar - Naturally faster.

Redação: Rebeca Rocha
Dir. de Arte: Alex Sousa (Spirro)

segunda-feira, 27 de abril de 2009

Só de sacanagem.

Meu coração está aos pulos!
Quantas vezes a minha esperança será posta à prova?
Por quantas provas terá ela que passar?
Tudo isso que está aí no ar, malas, cuecas que voam entupidas de dinheiro,
do MEU dinheiro, do NOSSO dinheiro, que reservamos duramente pra educar os meninos mais pobres que nós, pra cuidar gratuitamente da saúde deles e dos seus pais.
Esse dinheiro viaja na bagagem da impunidade e eu não posso mais.
Quantas vezes minha esperança vai esperar no cais?
É certo que tempos difíceis existem pra aperfeiçoar o aprendiz, mas não é certo que a mentira dos maus brasileiros venha quebrar nosso nariz.
Meu coração tá no escuro, a luz é simples, regada ao conselho simples de meu pai, minha mãe, minha avó, e os justos que os precederam. “Não roubarás...”. Devolva o lápis do coleguinha, esse apontador não é seu, minha filha.
Pois bem. Se mexeram comigo, com a velha e fiel fé do meu povo sofrido, então agora vou sacanear. Mais honesta ainda eu vou ficar. Só de sacanagem. Dirão: “Deixa de ser boba, desde Cabral que aqui todo mundo rouba”. E eu vou dizer “Não importa, será este o meu carnaval”. Vou confiar mais e outra vez. Eu, meu irmão, meu filho e meus amigos. Vamos pagar a limpo a quem a gente deve, e receber limpo do nosso freguês. Com o tempo, a gente consegue ser livre, ético e o escambau. Dirão: “É inútil. Todo mundo aqui é corrupto, desde o primeiro homem que veio de Portugal” e eu direi: “Não admito! Minha esperança é imortal, e eu repito, ouviram? IMORTAL”.
Sei que não dá pra mudar o começo, mas se a gente quiser, vai dar pra mudar o final.

Elisa Lucinda




Em tempos de pouca conversa e muita injustiça, acho pertinente o texto forte e sincero, diga-se não de passagem, quase um grito pelo fim da impunidade e início mudança. Mesmo que seja só do final, ao menos ele valerá a pena.

quinta-feira, 19 de março de 2009

princípio, meio...fim.

Nada é em vão. Se você perdeu o avião porque esqueceu as passagens em casa e voltou pra pegar mas não deu tempo, se tropeçou no caminho e ralou o joelho, se programou e de véspera não deu certo, tudo em um motivo. Quando não é pra ser, nem adianta. No fim das contas, somando prós e contras, o saldo é positivo.
E falando em fim,
se acabou, é porque não era amor. E se era, então aguarde o recomeço. Sabe-se lá se daqui a 3 horas, 2 dias ou 5 anos. Mas pode ter certeza que, esperando ou não, o dia chega. Porque o que é de amor não se esvai, não esfacela nem se acaba. Pode até desgastar, mas no final se reconstitui e sara das feridas. É pra ser. E, se não foi ainda, é porque não chegou o final. Por isso, e por tudo, dê o melhor de si. Não gasta nadinha de você, só acrescenta.




p.s.: dando o melhor de mim pra curar essa gripe violenta que virou bronquite. haha